Bem-vindo à Telediu // Produtos Médicos e de Saúde!

  • Inicio
  • Blog
  • O que você precisa saber sobre a inserção do DIU

O que você precisa saber sobre a inserção do DIU

images

14/02/2022

A inserção do DIU, seja de cobre, prata ou hormonal é um procedimento médico que geralmente leva apenas alguns minutos, mas apesar de ser relativamente simples para um profissional devidamente capacitado, a inserção está rodeada de temores e a dor é uma das maiores barreiras.

Fatores psicológicos e emocionais podem afetar a sensação de dor, por isso, a inserção deve ser feita com delicadeza, depois de serem dadas todas as orientações sobre o procedimento, e o profissional precisa transmitir calma no ato da inserção.

A maior parte das mulheres com filhos não têm problemas na inserção, com exceção de alguns casos. O problema maior está nas mulheres sem filhos e principalmente, adolescentes sem filhos, nelas o canal cervical é geralmente mais estreito e isso pode acarretar maior dificuldade para o médico inserir o DIU, além de mais desconforto e dor para a paciente.

Essa diferença é estatisticamente comprovada e essa dificuldade pode também ser devida ao diâmetro do tubo de inserção, que varia entre os vários modelos de DIU. Nesses casos, para que a inserção seja a mais confortável possível e para que o DIU tenha efeitos colaterais mínimos, é indispensável um ultrassom prévio para medir o comprimento da cavidade uterina.

Através dessa medida é possível saber qual modelo de DIU é mais adequado para cada caso. O modelo T de cobre tem uma haste vertical com 36mm, ele é maior do que o comprimento da cavidade uterina da maioria das mulheres sem filhos, por isso ele raramente é inserido nelas.

No caso do DIU não hormonal, é preferível os DIUs em formato de Y, que não forçam tanto as paredes da cavidade uterina e que têm os aplicadores mais finos. Já no caso do DIU hormonal, o ideal é o DIU Kyleena, que é menor do que o Mirena e tem a mesma duração.

É indicado que a inserção do DIU seja no período menstrual, quando o canal cervical se dilata um pouco, e a prescrição de um analgésico adequado antes da inserção é também muito útil na diminuição da dor no procedimento.

Nas mulheres com filhos a anestesia pode ser opcional, mas nas mulheres sem filhos, é bastante necessária. Mulheres que só tiveram cesarianas, que já tiveram filhos há muitos anos ou estão na pré-menopausa, também é indicado que se beneficiem da anestesia.

Primeiramente, local, com gel ou spray, porque o colo do útero precisa ser pinçado com um tenáculo ou pinça de Pozzi, para facilitar a inserção e possibilitar que o DIU fique bem inserido.

Em segundo lugar, um bloqueio anestésico no colo uterino (anestesia paracervical ou intracervical). A passagem do aplicador do DIU pelo canal cervical estreito sem anestesia pode gerar intensas dores e culminar num reflexo vaso-vagal, que consiste num desmaio com queda da pressão arterial, suores frios e desaceleração dos batimentos cardíacos.

Além dos procedimentos anteriores, existe um recurso que alia a tecnologia com princípios da acupuntura. O aparelho TENS, também conhecida por neuroestimulação elétrica transcutânea, que é um método eficaz, seguro e não invasivo de tratamento de dores crônicas e agudas, sem que seja necessário o uso de medicamentos.

O seu mecanismo fisiológico de analgesia depende da modulação da corrente aplicada à região alvo, ou seja, se forem aplicados impulsos elétricos de baixa frequência e alta intensidade, são liberadas endorfinas pelo cérebro ou medula, que são substâncias com efeitos semelhantes à morfina, levando assim ao alívio da dor.

Se forem aplicados impulsos elétricos com frequência alta e baixa intensidade, a analgesia ocorre devido a um bloqueio dos sinais nervosos de dor que não são enviados ao cérebro. Os eletrodos do TENS nos pontos energéticos usados na acupuntura, promovem uma analgesia na região pélvica e uterina.

O resultado é um alívio acentuado das cólicas, dores e incômodos no ato da aplicação do DIU, independente de qual modelo for.

Com todos esses cuidados, a inserção do DIU se torna um procedimento perfeitamente tranquilo e a usuária, geralmente, pode voltar às atividades normais no mesmo dia. É recomendado evitar relações sexuais e atividades físicas pesadas por 7 dias.

No primeiro mês é normal a ocorrência de discretas cólicas e sangramentos, essas cólicas podem ser controladas com medicações por via oral. Em caso de dores pélvicas intensas, febre ou hemorragia, a usuária deve contatar seu médico.

É recomendado que a primeira revisão seja feita com cerca de 40 dias, através de um ultrassom ou pela visualização dos fios. Em resumo, o DIU, seja de cobre, cobre/prata ou hormonal é um método excepcional, extremamente eficaz, de alta durabilidade e com poucas contraindicações.

Com a escolha criteriosa dos modelos, com a orientação adequada e uma inserção cuidadosa, a usuária tem uma aceitabilidade excelente, a melhor entre todos os métodos, além de um custo benefício incomparável.

Sugestões para você

Inscreva-se em nossa Newsletter e receba novidades.